Alijó continua a arder

450 homens, helicópteros, aviões e tudo o mais combatem este incêndio há dois dias.

O incêndio florestal em Alijó, Trás-os-Montes, continua a dar problemas, embora os bombeiros já tenham conseguido debelar duas das quatro frentes que o fogo chegou a ter.
Por volta do meio-dia de hoje (17),as duas frentes activas eram em Agrelos e Carlão.
O dispositivo no terreno mantém-se com quatro aviões pesados e dois helicópteros ligeiros, estando previsto o reforço dos meios aéreos com o Canadair espanhol.
No terreno encontram-se cerca de 450 operacionais apoiados por cerca de 140 veículos e oito máquinas de rasto e pelotões do exército.
Há muitos relatos de gente que diz ter perdido tudo em propriedades agrícolas, desde vinha a castanheiro, pinheiros, numa zona que vive da agricultura.
A manhã de hoje foi de desolação nas aldeias afectadas pelo fogo com a constatação comum a várias pessoas que vivem da agricultura: perderam tudo.
Além dos cultivos, há animais mortos, desde gado a cães de guarda que não foram soltos e acabaram por morrer impossibilitados de fugir das chamas.
Na zona industrial de Alijó houve algumas industrias igualmente afectadas, nomeadamente um aviário de galinhas que ficou sem dois pavilhões.
Há ainda relatos de uma casa ardida onde viva idoso e de vário equipamento agrícola, nomeadamente tractores.
A esta hora, as chamas ainda não estão dominadas e há quatro zonas que inspiram bastantes cuidados, embora já não haja nenhuma povoação em perigo e itinerário IC5 que foi cortado, no domingo, está de novo reaberto ao trânsito, embora de forma condicionada.

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2 Comentários

  1. Carlos Viegas Nunes Diz

    Os fogos nao sao para apagar ! Faz -me lembrar a guerra colonial . Aquilo nao era para derrotar o inimigo mas para o manter vivo ! Com o fogo é igual ! É preciso combater mas sem o apagar !

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