Almada, 10 anos depois o projecto Cidade da Água

O projecto da Cidade da Água, em Almada, vai finalmente ter desenvolvimentos. Há cerca de uma década que os terrenos estão desaproveitados porque continuavam afectados ao domínio público marítimo.
O governo aprovou ontem o decreto de desafectação e, agora, a Câmara Municipal de Almada tem condições para gerir aquele espaço e negocia-lo com interessados em concretizar os planos para ali existentes: Urbanização de Almada Nascente-Cidade da Água, elaborado e aprovado pelo município de Almada, publicado em Diário da República e em vigor desde 2009, mas nunca implementado pelas razões antes mencionadas.
O Governo aprovou no Conselho de Ministros de quinta-feira o decreto-lei que desafecta do domínio público e integra no domínio privado do Estado uma parcela de terreno pertencente aos denominados terrenos da Margueira e concessiona duas parcelas do domínio público à Baía do Tejo, correspondentes à Doca 13 e à marina de recreio.
“Considerando a continuada degradação resultante da desactivação e desmantelamento dos estaleiros da Lisnave, revelou-se imperiosa a elaboração e execução de um projecto de requalificação urbanística que potencie as especiais características de localização e a valorização social e económica dos terrenos da Margueira”, explica a nota do Conselho de Ministros, reconhecendo o Governo “como um projecto de interesse nacional” a afectação dos terrenos da Margueira ao uso urbano.
Neste local funcionou durante décadas uma unidade industrial de grane sucesso na reparação naval. Os Estaleiros da Lisnave possuíam, à época, a maior doca seca do Mundo, uma das poucas com capacidade para albergar superpetroleiros. Essa infra-estrutura vai, agora, ser reciclada para funcionar como marina, mas sempre é melhor do que continuar abandonada como tem estado.

“Como entidade promotora e financiadora da elaboração do plano, concretizado por uma equipa de renome internacional dirigida pelo arquitecto Richard Rogers, é com imensa satisfação que o Município de Almada vê cumprido mais este passo no processo de reabilitação dos territórios da Margueira, muito contribuindo para o fomento das sinergias necessárias à reabilitação de todo o Arco Ribeirinho Sul”, sustenta o município da margem sul do Tejo.

A Câmara de Almada diz ainda que, “tal como foi capaz de assumir plenamente as suas responsabilidades na elaboração do plano”, reafirma “o seu total empenho e capacidade em contribuir para a sua concretização”.

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