Joe Berardo, homem rico homem pobre

Deve cerca de 500 milhões de euros aos bancos mas continua a comprar colecções de arte.

Apesar das dificuldades económicas que lhe atribuem, Joe Berardo acaba de comprar a colecção de arte africana do artista plástico português Eduardo Nery (1938-2013), composta por cerca de um milhar de peças, entre as quais máscaras, esculturas, cerâmicas, e outros objectos, revelou o próprio Berardo..
De acordo com o coleccionador, a aquisição da colecção – na qual estão representadas 153 etnias dos povos africanos subsaarianos – estava a ser negociada com os herdeiros do artista há quatro anos, e foi efectivada esta semana, mas escusou-se a avançar os valores envolvidos na compra.
A coleção é também composta por tecidos, peças de mobiliário e instrumentos de música, destacando-se as máscaras e esculturas dos Camarões, Guiné Bissau, República Democrática do Congo (antigo Zaire), Costa do Marfim, Nigéria ou Guiné.
José Berardo já possui uma vasta colecção de arte africana que está dispersa pelos museus privados na Bacalhoa, em Azeitão, no Underground Museum, na Anadia, ligados ao enoturismo, e na Madeira.
O que vai Berardo fazer com esta colecção que acaba de comprar? Diz que tem um projecto “muito especial” em mente e que será concretizado “a seu tempo”.
Há menos de uma semana, foi notícia a intenção da Caixa Geral de depósitos, BCP e Novo Banco tentarem recuperar cerca de 500 milhões de euros que Berardo lhes deve.
Tudo indica que esses bancos deram ordem para penhorar a colecção de arte de Joe Berardo, segundo o que foi noticiado.
A dívida de Joe Berardo vem do tempo em que ele adquiriu acções de alguns bancos, nomeadamente do próprio BCP.

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