Leonor Figueiredo lança “O fim da extrema-esquerda em Angola”

A autora fala sobre a sua obra e diz-nos que “estes livros são reportagens que não cabem em jornais”.

Leonor Figueiredo é uma jornalista que começou a escrever livros quando deixou de ter um posto de trabalho. Mais de vinte anos de Diário de Notícias deram-lhe a tarimba necessária e o gosto pela investigação imprescindíveis para se aventurar à descoberta das histórias que dão forma aos seus livros.

Informalmente, Leonor diz-nos que “escrevi o meu primeiro ivro sobre a vergonhosa «descolonização». Depois, escrevi  o «Sita Valles», seguiu-se um outro sobre o Movimento Estudantil de Luanda em 1974/75, episódio que ninguém conhece. E agora este que andava a fisgar há muito tempo”.

“Este” é o livro que vai lançar dentro de dias, em Lisboa. Mais um que resulta de uma investigação jornalística que não seria possível publicar em nenhum órgão de comunicação social em Portugal, no contexto político em que vivemos hoje.

“Resumindo: sou retornada, o meu pai desapareceu em Angola em 1975 como muitos outros, depois de sair das redacções dediquei-me a escrever sobre coisas inéditas de lá. Ou seja, o meu espírito de investigação não parou depois do DN. Digamos que estes livros são reportagens que não cabem em jornais. É esta a minha causa”, diz-nos Leonor.

“Ajudo a malta angolana (a minha nacionalidade afectiva) que se bate contra a ditadura, seja há 40 anos, seja agora. Por isso convidei o Sédrick de Carvalho para comentar o livro”, conclui a autora que convida todos os que tenham interesse por estas matérias a estarem presentes no próximo dia 19, pelas 18h30, no Salão Nobre da Casa da Imprensa.

Veja também Mais do autor

Deixe um comentário

banner