Tancos, o crime perfeito

O secretário-geral do Partido Comunista diz que o ministro da Defesa Nacional errou ao não assumir responsabilidades políticas no caso do desaparecimento de armas dos paióis de Tancos.
“Creio que não pode sacudir responsabilidades, tendo em conta as responsabilidades que lhe são atribuídas pela Constituição da República Portuguesa”, disse Jerónimo de Sousa.
O líder comunista falava aos jornalistas à margem de uma acção de pré-campanha autárquica, em Algés, ladeado pela cabeça de lista da Coligação Democrática Unitária e líder parlamentar do partido ecologista “Os Verdes”, Heloísa Apolónia.
A propósito do desaparecimento de armas dos paióis de Tancos, em entrevista publicada no domingo no DN e transmitida na rádio TSF, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, referiu-se à falta de provas visuais, testemunhais ou confissão e admitiu que, “no limite”, pode não ter havido qualquer roubo.
Na segunda-feira, CDS-PP formalizou um requerimento para a audição do ministro da Defesa Nacional na comissão parlamentar, pretendendo que clarifique as suas declarações e preste todos os esclarecimentos sobre as averiguações do desaparecimento de armas de Tancos.
Em Junho, o Exército revelou a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’, tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.
Entre o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos estavam “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, segundo a informação divulgada pelo Exército.
Este assunto tem sido alvo de muitas discussões públicas, nomeadamente nas redes sociais na internet, onde se faz mais política do que aquilo que se possa julgar. Por exemplo, um dos colunistas deste portal publicou, recentemente, esta crónica vídeo.

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